28.11.13

Cocaína.

Quando se trata de você,
Não há como não ser assim,
minucioso.
É impulso, é desejo,
é a certeza do fim
e a gostosa sensação de te possuir mais uma vez,
sem saber quando poderei fazê-lo novamente.

Disponho teu corpo branco
abaixo de minhas vistas
e o aprecio com tesão.
Te provo com a língua primeiro,
recordando o teu gosto ímpar,
depois te percorro de uma ponta a outra,
com o órgão do olfato,
como se quisesse, além do teu cheiro,
                                - de anjo
inalar tua alma para dentro da minha
                                - eu que nem acredito em alma.

Neste momento,
fundem-se nossos corpos
e eu pareço
                                   - eu ouço!
Ouvir tua declaração de loucura mentirosa.
                                   - Você que me enlouquece!
Te digo.
E não o faço por simples reciprocidade,
contando uma falácia, legitimado pelo momento;
Contigo em mim, nada tenho a perder,
Diante da coragem e do ímpeto que me inspira.
                                   - Até o dia que tu fores definitivamente.

Depois dele,
Tentarei compreender a necessidade de tua ida.
E recordarei de ti,
o meu vício ilícito,
uma das melhores sensações da minha vida.
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