7.1.09

Soneto Para Annie.

Se teu corpo num instante me banhasse,
E tuas mãos de afago fossem rosas,
Quiçá, por isso, eu lhe diria prosas,
No momento em que você não mais ousasse.

E se assim, contigo, eu barganhasse
E você risse co'alma tão hermosa,
Sentiria a paixão, fantasiosa,
Quando c'os dedos os meus cachos buscasse.

Assim, seríamos amantes de inverno,
Queimando o chão, o armário, o terno,
E com a transpiração a nos resguardar.

Balbuciando na corda do eterno,
Eu lhe dedico um soneto moderno,
E o desejo do futuro que virá.
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