15.1.09

Soneto de Simulação.

Eu prometo dar-te média fantasia,
Médios sonhos, tão tristonhos... Ora
Rio e, sabe lá, quiçá, outrora,
Esboce qualquer coisa de alegria.

Das palavras que lhe disse certo dia,
Parte cumprirei, as outras jogo fora...
E não faças tu, minha cara senhora,
Deste soneto, carta de alforria.

Se declino em discurso e decisões,
Peço apenas, aos teus pés, meus mil perdões,
Posto que me inclino a justificar.

Se bem os conheço, aguardo conclusões
Precipitadas, sobre as nossas ações,
Por isso, então, por opção, dissimular.
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