20.5.14

Egogênese.

Desde a luz
De minha ponta-cabeça
No ventre.
Eu,
A improbabilidade da gênese,
humano de verdade,
Condição exclusiva do momento
Em que se nasce,
Ininteligível e irracional,
Completamente entregue à tua moral,
Que é ingênua,
Democrática e devastadora:
A falta de surpresa do surpreendente aguardado.
Filho pródigo da tua vontade
E amante de tuas tortuosidades.
Tu,
que não é homem.
Tu, 
que não é mulher.
Mas que é os dois ao mesmo tempo,
E nesta condição não pode ser pai,
Nem mãe,
Mas de tu deriva a vida
E por isso sou tua cria.
Eu,
O primogênito depois de vocês.
Gerado e concebido
Pelo Acaso.




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