24.1.10

Poesia do Dia Seguinte

Não foste tu, Eleonora,
Minha fêmea, mulher moura,
Que arrancaste em mãos de guincho,
Átrios, veias e ventrículos?

Não foste Tu, mulher leoa,
Que em tua pata abrasadora,
Carregaste o meu sono,
Livros, discos e infinito?

E serás tu, oh! feminina,
Posta toda tua latrina,
A voltar e a tentar,
Todo o córtex de cá?

Se questiono toda a sina,
Com a agudeza de minha ira,
Versos cálidos no ar ,
Linha tênue pr'andar.
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